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Dimensões: 256p., 15,0x22,5 | 550g
Edição: Dafne Editora, Porto
Data: Julho de 2011
DL: 324675/11
ISBN: 978-989-8217-12-7
Preço: trinta e dois euros
Design: Studio Andrew Howard
Georges Didi-Huberman
O que nós vemos, O que nos olha


«Baudelaire, Proust, Kafka ou James Joyce não temeram – contra as certezas dos respectivos presentes – reinvocar livremente mitos ou paradigmas religiosos; porém, não pretendiam restaurá-los, mas, pelo contrário, ultrapassá-los com formas absolutamente originais e em vias de se tornarem, de novo, originárias. Picasso e Braque não temeram reinvocar o que até aí se afigurava como o arcaísmo formal por excelência – as artes africanas ou oceânicas –, mas essa memória não tinha nada a ver com um qualquer "retorno às fontes", como ainda se diz com demasiada frequência; muito pelo contrário, tinha-se em vista ultrapassar dialecticamente quer a plasticidade ocidental, quer precisamente aquela sobre a qual lançavam um olhar absolutamente novo, não "selvagem", não nostálgico: um olhar transformador.» (G.D.-H.)

Na primeira obra de Georges Didi-Huberman que se apresenta ao leitor português é convocada uma vasta constelação de referências teóricas e filosóficas (Benjamin, Freud, Lacan, Fédida, Merleau-Ponty e Derrida), artísticas e literárias (escultura tumular do Antigo Egipto e da Idade Média, Fra Angelico, Beckett, Joyce, Dante e Kafka), para propor uma antropologia dos "objectos" de Donald Judd, Robert Morris e Tony Smith, capaz de dar conta da inquietante intensidade e da dimensão de sentidos que os constituem.

Tradução de João Pedro Cachopo e Golgona Anghel com a colaboração de João Francisco Figueira e Vítor Silva.

GEORGES DIDI-HUBERMAN (n. 1953), filósofo e historiador, lecciona "antropologia do visual" na École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris. Autor de uma vasta obra da qual se destacam os livros Invention de l'hystérie. Charcot et l'iconographie photographique de la Salpêtrière (1982), Devant l'image. Question posée aux fins d'une histoire de l´art (1990), Fra Angelico. Dissemblance et figuration (1990), Ce que nous voyons, Ce qui nous regarde (1992), sobre Aby Warburg L´Image survivante (2002), Survivance des lucioles (2009), e também obras sobre Bataille, Botticelli, Brecht, Giacometti, Marey, Turrell, Pasolini, arte, objectos e temas antropológicos, fotografia e cinema, teoria e método traduzidas em várias línguas.


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