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Dimensões: 16p., 15,0x22,5
Edição: Dafne Editora, Porto
Data: Março de 2007
DL: 246357/06
ISBN: 1646-5253
Preço: Gratuito
Design: ggranja
Godofredo Pereira
Delírios de Poder


A arquitectura é ainda subestimada e é-o principalmente pelo arquitecto, agarrado à certeza do fundamento disciplinar. Neste contexto revela-se fulcral a noção de poder. Que poder é este que o arquitecto detém e de que modo é que se inscreve aquilo que se deseja inscrito?
Sabemos que na maioria dos casos a obra surge como um produto linear e final, expressão de encontros mais ou menos complexos que resultam numa edificação que é martelada à força como uma estaca na terra. O poder é algo que se tem (para criar ou mandar fazer) e que inscreve a imagem congelada de quem o detém num território vazio e sem força.
Ignora-se quase sempre a realidade temporal da arquitectura e o arquitecto – imaginando-se detentor de um qualquer poder de determinação e estruturação do futuro – projecta assim no tempo do segmento, homogéneo e extensivo, tempo esse que destituído do seu Ser se resume a uma colecção de retalhos do mundo, mais ou menos interligados.
(Suspeitamos de qualquer forma, que apesar de inscrito pelos mais variados ideais, o acontecer da arquitectura nunca se reconheceu por completo nos propósitos que o originaram. Mais que isso, sempre os complicou.) Mas recomecemos.

GODOFREDO PEREIRA (Porto, 1979), arquitecto (Faup, 2004), Mestrado AVATAR pela Bartlett School of Architecture (Londres, 2006). Co-fundador do colectivo artístico Aculturavemagalope. Vive e trabalha em Londres.

Paulo Catrica, Quinta Grande.

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