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Dimensões: 16p., 15,0x22,5
Edição: Dafne Editora, Porto
Data: Abril de 2008
DL: 246357/06
ISBN: 1646-5253
Preço: Gratuito
Design: granja
João Soares
O suporte da moral difusa


A noção de suporte facilmente se confunde com a ideia genérica de estrutura, ou de conjunto de sistemas, o que não é necessariamente errado. Mas se se pretende explorar uma especificidade para tentar utilizar essa noção como referência operativa, será importante tentar caracterizá-la. Tome-se como exemplo um texto. Se for escrito, o seu suporte é o livro. Se for contado, é a voz. Se for lido numa emissão radiofónica, o suporte do texto passa a ser o sistema de radiofusão (ou a voz através dele). Se for representado em cinema ou teatro, serão os espectáculos cinematográfico ou teatral. E por aí fora. A estrutura do texto não se altera necessariamente consoante as maneiras de o apresentar, apesar de poder assumir adaptações que tornem o texto mais eficaz face ao dispositivo de comunicação: por exemplo, a adaptação do texto para argumento dramático, em que se introduzem questões de ritmo e de tempo; o guião em que descriminam minunciosamente procedimentos técnicos específicos capazes de assegurar a execução do texto em peça teatral. Vistas as coisas deste modo, o suporte corresponde à forma como um texto se veicula. O suporte depende da comunicação e define-a.

JOÃO SOARES (1974), arquitecto pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (1998) e Dottore di ricerca pelo Istituto Universitario di Arquitettura di Venezia (2004). É docente no Curso de Arquitectura da Universidade de Évora e investigador do Centro de História da Arte e Investigação Artística (chaia).



O difuso a meia altura

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