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Opúsculo de Bernardo Rodrigues
Architecture or Suicide

29 de Dezembro de 2008



Para encerrar 2008 em beleza, a Dafne oferece aos seus leitores mais um Opúsculo. Desta vez em inglês, porque os autores portugueses também comunicam, pensam e escrevem noutras línguas.
Convidado a apresentar o seu trabalho numa conferência em Tóquio, Bernardo Rodrigues senta-se entre duas personagens que admira. 
Os seus projectos e obras conduzem-no na circunavegação do globo. 
Acossado pelas dúvidas que a todos dizem respeito (Afinal, o que estou a fazer aqui, hoje?), o arquitecto soma um conjunto de notas e ideias que oscilam entre a resposta despreocupada às perguntas com que é confrontado na conferência e às provocações que a própria vida do arquitecto estimula.
As razões da arquitectura são, neste caso, vitais.

 

dia 3 : Palladio em Guimarães & Santa Tecla em Lisboa

3 de Dezembro de 2008



A Dafne parece gozar o dom da ubiquidade.
Amanhã, quarta-feira dia 3 de Dezembro, vai estar envolvida em duas apresentações e, tem o prazer de convidar todos os interessados a estarem presentes em ambas as festas.

LISBOA, ISCTE, Avenida das Forças Armadas, pelas 18H00
Apresentação do livro Só nós e Santa Tecla, a casa de Caminha de Sergio Fernandez pelo arquitecto Alexandre Alves Costa.

Organização: Departamento de Arquitectura e Urbanismo & Núcleo de Alunos de Arquitectura e Urbanismo – ISCTE 

GUIMARÃES, Convívio, Largo da Misericórdia, 22H00
Conferência Andrea Palladio, a grande Roma pelo arquitecto Domingos Tavares, autor do livro homónimo. 

Organização: Convívio Associação Cultural e Recreativa

 

Hoje, há 500 anos... Andrea Palladio
Lançamento de Sebenta de História

30 de Novembro de 2008



Hoje, há 500 anos, Andrea Palladio chorou pela primeira vez. Com o passar dos anos Palladio transformou-se, eventualmente, no arquitecto mais celebrado na história da arquitectura. A sua obra, construída nos campos do Venetto, foi reflexo de uma cultura muito própria do seu tempo e do seu lugar, transportando os modelos de uma Roma ideal para a espacialidade da habitação e da cidade. Vicenza, sem Palladio, não seria Vicenza.
Paradoxalmente, apesar de ter falado sempre o dialecto local e de ter sempre trabalhado na sua região, Palladio é talvez o mais internacional dos arquitectos. O vigor sereno e o controle formal das suas obras, reinventadas nas páginas do seu tratado I Quattro Libri(Venezia, 1570), foram objecto de visitas e revisitas constantes das inúmeras viagens a Itália, de arquitectos, intelectuais e políticos. AVilla Rotonda, às portas de Vicenza, tornou-se modelo incontornável de toda a arquitectura culta e, consequentemente, de toda a arquitectura popular. Redescobre-se Palladio nas avenidas de Washington, nas ruas da cidade do Porto. Londres, sem Palladio, não seria Londres. 

A nossa amiga Dafne, traindo a cronologia, é também ela amante de Palladio e não poderia deixar de assinalar a data redonda do meio milénio com uma pequena lembrança. 
Já está disponível o livro de Domingos Tavares que dá sequência à colecção Sebentas de História da Arquitectura Moderna e que nos introduz à vida e obra do arquitecto do Venetto. 

Por ocasião deste quinto centenário, terá lugar no próximo dia 3 de Dezembro, pelas 22H00, no Convívio, em Guimarães (Largo da Misericórdia, 7-9) uma conferência de Domingos Tavares sobre a vida e obra de Andrea Palladio. 

Villa Cornaro, Piombino Dese, 1551-54. (c) CISA.

 

Arquitectura brasileira na África Portuguesa
Opúsculo de Ana Vaz Milheiro

7 de Novembro de 2008



As «pequenas construções literárias sobre arquitectura» regressam ao território fértil da história para publicar um texto que explora vários cruzamentos intercontinentais de práticas de projecto.
A arquitectura portuguesa em território africano, no período colonial em pleno século XX, é um território de investigação e descoberta que só agora começa a ser explorado de forma sistemática. Este opúsculo procura identificar relações cruzadas entre a Europa, a África e a América, estabelecendo uma teia de relações complexa e rica em resultados construídos.

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Em Outubro, a Dafne Editora publicou dois novos livros da colecção Equações de Arquitectura que já estão disponíveis para encomendas on-line. Só nós e Santa Tecla, a casa de Caminha de Sergio Fernandez eMáquinas na paisagem, funiculares e comboios de cremalheira nas cidades e montanhas da Suíça, da autoria de Vasco Melo. Caso pretenda encomendar algum destes ou de outros livros, não hesite:

Catálogo de Equações | Encomendar livro

Catedral de Brasília fotografada por Pancho Guedes em 1961

 

A casa de Caminha de Sergio Fernandez
Passos Manuel, Quarta-feira 22 às 22H

22 de Outubro de 2008



Onze dias depois da última novidade, a Dafne vai apresentar mais um livro da colecção Equações de Arquitectura. Desta vez em tom de festa nocturna, no Passos Manuel, na próxima quarta-feira dia 22 de Outubro, pelas 22 horas.

Trata-se do livro Só nós e Santa Tecla, de autoria colectiva, em torno de uma obra de arquitectura muito especial, projectada por Sergio Fernandez. A Casa de Caminha, construída com um pragmatismo contundente, perante uma paisagem sublime, é um testemunho claro das qualidades práticas e racionais que caracterizam as obras dos arquitectos do Porto na segunda metade do século XX. Acolhedora nos usos e sugestiva de um habitar mais informal, é também manifesto de uma certa cultura de projecto dos arquitectos do Porto, enunciado de práticas pedagógicas bem sucedidas e síntese das contradições entre a autonomia disciplinar e a poética do quotidiano. 

Este livro agrupa um conjunto de contributos que oscilam entre a autobiografia e a análise disciplinar, convergindo no enquadramento e compreensão das qualidades que caracterizam a arquitectura daVill’Alcina. Com textos de Alexandre Alves Costa, André Tavares, Jorge Figueira, José Capela, Manuel Mendes, Maria Manuel Oliveira, Nuno Portas, Pedro Bandeira e álbum fotográfico de Inês d’Orey. 

Fotografia de Inês d'Orey.

 

Máquinas na paisagem
Livro, exposição, colóquio

11 de Outubro de 2008



Um livro, uma exposição e um colóquio. Máquinas na paisagem vai ser um evento tríptico em torno da arquitectura dos funiculares com epicentro no sábado dia 11 de Outubro de 2008

O livro, da autoria de Vasco Melo, é um inventário desenhado que nos oferece uma perspectiva poética e estimulante sobre os funiculares construídos na Suíça. Entre a montanha e a cidade, as transformações que os funiculares imprimiram nos diferentes lugares, potenciam a compreensão da arquitectura como instrumento transformador do território. O livro oferece também algumas chaves de leitura poética dessa acção. 

A exposição, que estará patente na estação de São Bento do Metro do Porto, retoma alguns desenhos do livro e contrapõe essas arquitecturas com fotografias dos exemplos de funiculares e comboios de cremalheira em Portugal. As fotografias, de Luís Oliveira Santos, expõem um outro olhar para objectos equivalentes, num outro cenário que acaba por revelar constantes da potência transformadora que a arquitectura imprime na paisagem. 

Finalmente, o colóquio no Funicular dos Guindais, no Porto, reunirá numa tarde vários arquitectos para conversar e debater as questões da arquitectura que se abrem numa viagem ao universo dos funiculares. Uma primeira parte, antes do café, terá um âmbito mais genérico e contará com as contribuições de Vasco MeloJacques Gubler e João Luís Carrilho da Graça. A segunda parte concentra-se sobre projectos e obras realizadas ou previstas (e também algumas já esquecidas), apresentados por Adalberto Dias e por Cristina Guedes eFrancisco Vieira de Campos

Quem apenas estiver interessado no pôr-do-sol com a Ponte Luís I em primeiro plano, está naturalmente convidado para o pequeno beberete que terá lugar pelas 18H30, no final do colóquio. 

Colóquio: 11 de Outubro de 2008 / 14H30-18H30 / Estação inferior do Funicular dos Guindais / Avenida Gustavo Eiffel / Entrada livre, sujeita à lotação do espaço / Marcação prévia através do e-mail cultura@oasrn.org ou telefone 222 074 251. (A participação no colóquio confere 2 créditos de 'Formação Obrigatória Opcional' conforme previsto no Regulamento de Admissão da Ordem dos Arquitectos).

Organização: Dafne Editora Co-organização do colóquio: OASRNApoio: Metro do Porto / Departamento Autónomo de Arquitectura da Universidade do Minho / Teatro Nacional de São João Projecto Financiado pela Direcção Geral das Artes / Ministério da Cultura 

eo Keck, cartaz publicitário do funicular de Niesen, [1957?], Swiss National Library, Bern.

 

Opúsculo de Gonçalo M Tavares
Arquitectura, Natureza e Amor

14 de Julho de 2008



Não podia ser mais a propósito. Para cumprir o desígnio das «pequenas construções literárias sobre arquitectura» nada melhor do que um autor não arquitecto e amplamente reconhecido pelas suas qualidades literárias.
Com o texto Arquitectura, Natureza e Amor, Gonçalo M Tavares propõe-nos uma ética forte e necessária para a arquitectura. Sugere, entre a dificuldade e o prazer, que a arquitectura pode e tem de ser feita com a consciência clara e moral do modo como age na vida e nos comportamentos humanos. 

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(Graças a problemas técnicos no envio do correio electrónico com esta notícia vários subscritores receberam emails repetidos. Pelo facto pedimos desculpa.)

 

Os fantasmas de Serralves
Finalista dos prémios FAD

4 de Julho de 2008



A Dafne está feliz. O livro «Os fantasmas de Serralves», da autoria de André Tavares e publicado em Novembro de 2007, foi finalista dosPrémios FAD 2008 na secção Pensamento e Crítica.

Os prémios FAD são atribuídos por uma associação catalã que «agrupa e apoia os profissionais e instituições que intervêm na concepção do espaço no seu sentido mais amplo». Das diferentes categorias dos prémios de arquitectura só foi ainda dado a conhecer o vencedor da categoria em que os fantasmas foram finalistas. 
O júri, composto por Carles Martí Arís, Carles Muro e Miguel Adrià, entre as trinta e três obras consideradas para a categoria atribuiu o prémio a Escritos Críticos de Juan Daniel Fullaondo e um prémio especial ao conjunto editorial da Fundação Caja de Arquitectos e, considerou três obras finalistas: os fantasmas, a revista Formaspublicada pelo Colégio de Arquitectos de Ciudad Real e o livro Morna, Atzaró. La construcción del territorio de Elvissa, de Stefano Cortellaro, publicado pelo Colegio de Arquitectos das Ilhas Baleares.

O júri destacou o livro Os fantasmas de Serralves pelo «minucioso estudo de um lugar destacado da cidade do Porto que hoje alberga um edifício de Álvaro Siza, no qual o relato incisivo, os desenhos e as fotografias se vão entrelaçando com elegância num cuidado produto editorial.»

 

Severo em Lisboa e Coimbra
Apresentação Joana Mello

23 de Junho de 2008



23 e 24 de Junho de 2008
Quem tem estado atento já reparou que, desde Março, está a ser distribuido o livro da autoria de Joana Mello, Ricardo Severo da Lusitânia ao Piratininga. Sendo a autora brasileira, é com um prazer transatlântico que temos a hipótese de contar com ela para a apresentação do livro, em Lisboa e em Coimbra, sendo que a sessão de Coimbra será animada num debate com José António Bandeirinha e Ana Vaz Milheiro.

Ricardo Severo foi uma figura crucial na história da arquitectura portuguesa pelo seu contributo na formulação da resposta construtiva ao tema da «Casa Portuguesa». Em São Paulo, envolveu-se noutros debates culturais e, o seu pensamento, foi determinante na adopção de critérios formais e de gosto para o neocolonial, para além de liderar um dos principais escritórios de arquitectura e engenharia da cidade.

Apresentação do livro em LISBOA, auditório do Instituto Camões, rua Rodrigues Sampaio, 113 (ao Marquês). dia 23 de Junho, pelas 18H00.

Debate em COIMBRA, auditório do Museu da Ciência (Laboratório Chimico), pelas 16H00 com a participação de Joana MelloJosé António Bandeirinha e Ana Vaz Milheiro.

Sessões organizadas com o apoio do Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e do Instituto Camões.

Ricardo Severo retratado por Henrique Medina

 

Muitas horas por metro quadrado
Opúsculo de Nuno Abrantes

18 de Junho de 2008



A vida de arquitecto é repleta de emoções que ultrapassam substancialmente as expectativas da respectiva arte. Há quem diga que os arquitectos são os piores inimigos dos arquitectos, que a burocracia tresanda a mofo, que as obras são pesadelos intermináveis, que o tempo a empenhar em cada projecto e em cada obra é sempre pouco, ou sempre muito. Há um determinado ponto em que se perde o fio à meada. Este opúsculo, da autoria de Nuno Abrantes, percorre as aventuras e desventuras de uma obra verdadeiramente pequena em tamanho (24 metros quadrados) e procura, com humor, ultrapassar a dimensão épica do processo de projecto e obra. 

Desembarcar Opúsculo 13 | Catálogo de Opúsculos

LEMBRETE: Na próxima semana a Dafne vai apresentar em Lisboa (dia 23, 18h00, Instituto Camões) e Coimbra (dia 24, 16h00, Museu da Ciência) o livro sobre o arquitecto Ricardo Severo, com a presença da autora brasileira Joana Mello e em Coimbra num debate com Ana Vaz Milheiro e José António Bandeirinha.

 

Arquitectura Falante
Francisco Farinhas em Coimbra

15 de Maio de 2008



Na próxima quinta-feira, dia 15 de Maio, a convite do e|d|arq , o serviço editorial do Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra, e em parceria com o NUDA, o Núcleo de Estudantes do dARQ, a Dafne Editora vai estar presente num ciclo de «Conversas sobre livros», ARQUITECTURA FALANTE.

Trata-se de um debate sobre uma das nossas mais recentes publicações Francisco Farinhas, Realismo Moderno, da autoria de Domingos Tavares. A conversa será animada pelo seguinte elenco promissor: Domingos Tavares & Jorge Figueira & Manuel Graça Dias. 

Dia 15 de Maio, na Capela do Colégio das Artes, pelas 18H00.

 

De novo opúsculos

2 de Maio de 2008



Para reatar a regularidade interrompida nos últimos meses, estão disponíveis dois novos Opúsculos. Correspondem ao desenvolvimento escrito de duas apresentações no seminário Arquitectura em Lugares Comuns e, para quem teve a oportunidade de estar em Guimarães, já foram distribuídos em versão impressa.

O número 11, O Lugar da Arquitectura num “Planeta de Favelas" é da autoria do arquitecto brasileiro Pedro Fiori Arantes, e debate as questões da habitação no contexto da explosão urbana das cidades da América Latina, nomeadamente através da análise dos resultados de várias políticas públicas e de sistemas alternativos que têm vindo a ser postos em prática. 

O número 12, O suporte da moral difusa, da autoria de João Soares, aborda directamente um dos temas do seminário, «suportes», procurando definir um quadro de aproximação ao projecto de arquitectura em relação às especificidades dos suportes físicos, culturais, ideológicos, etc. em que o projecto opera. 

Como sempre, os Opúsculos podem ser descarregados gratuitamente, e a Dafne espera que as leituras primaveris sejam tão graciosas quanto as flores que, nesta época do ano, pululam nos campos. 

 

Arquitectura em Lugares Comuns
Ideias e projectos para o Vale do Ave

21 de Abril de 2008



Optimistas? Sim, com certeza. Essa terá sido talvez a conclusão mais ampla e significativa do seminário que, nos dias 3 e 4 de Abril, preencheu o grande auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães.
Discutia-se como é que a arquitectura pode ser útil e com que instrumentos pode operar nos territórios urbanos que, pelas suas características, contém muitas problemáticas diferentes dos tecidos urbanos ou rurais de formação tradicional. Foram apresentadas obras, teorias, projectos, ideias, propostas, alternativas, fotografias, textos, ilustrações, animações, etc. Foram dois dias de debate intenso e animado do qual, os resultados mais operativos, serão visíveis ou invisíveis conforme o tempo e a memória.
Uma ideia foi conclusiva: os arquitectos vão continuar a projectar e a transformar, com optimismo, para que se consiga uma transformação positiva. Como? Nada como projectar para saber a resposta.
Resultaram dois Opúsculos que a Dafne disponibilizará muito em breve (retomando as edições dos Pdf's ausentes desde Janeiro) e, também, um novo livro que entra agora em distribuição. O livro contém os 13 projectos apresentados ao Concurso que antecedeu o seminário, para além de dois textos que introduzem a temática e de um texto crítico sobre as propostas apresentadas.
Aceitam-se encomendas.

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A exposição dos projectos estará patente até dia 7 de Maio no Palácio Vila Flor, em Guimarães.

 

Francisco Farinhas

11 de Março de 2008



Terça-feira, não hoje mas na próxima semana, dia 11 às 21h30, vai ser apresentado na Biblioteca Municipal de Estarreja o novo livro da Dafne Editora, Francisco Farinhas, Realismo moderno, da autoria de Domingos Tavares.

Quem foi Francisco Farinhas, «o Diamantino» de Pardilhó, a quem o desastre de um lugre abriu espaço, por herança, para ser construtor da terra firme? Esta é uma história que fala pouco do homem como indivíduo, suas aventuras e desgostos, mas questiona constantemente o que é isso, afinal, do ser arquitecto e arquitectura. 
Nele se manifestou desde cedo a inquietude de quem aspira sempre mais para a sua realização pessoal. Mas, a par do exercício egocêntrico de afirmação no interior do seu grupo social, surge inevitavelmente um outro estádio de desejo para se enquadrar nos grupos mais poderosos, numa procura incessante de afirmação.
E em cada momento se revela o gosto pela arte, não como um meio para justificar a sua razão de existir ou para se colocar em estado de equilíbrio com o mundo que o rodeia em cada etapa da vida, mas como uma necessidade natural de contribuir para a realização do homem total no seu próprio tempo, com a consciência dos meios e capacidades limitadas de que dispunha e orgulhoso de tirar o máximo partido dos recursos postos à sua disposição para deixar uma obra que entendia ser a arte possível em benefício dos seus concidadãos. 
Obra que era, afinal, um testemunho da sua passagem pela vida.

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A sessão e o livro contaram com o gentil apoio da Câmara Municipal de Estarreja.

Francisco Farinhas, Vivenda Martins, Estarreja, 1960.

 

aLC Concurso & Seminário
Guimarães 3 / 4 Abril 2008

1 de Fevereiro de 2008



Na sequência do Concurso de Ideias transições no Vale do Ave, a Dafne Editora e o Departamento Autónomo de Arquitectura da Universidade do Minho, lançam o debate sobre as propostas apresentadas ao concurso e sobre as estratégias de que a Arquitectura dispõe para intervir nos lugares comuns contemporâneos.

O concurso lançado em Outubro passado resultou na atribuição de 4 prémios a propostas inovadoras que, apresentam dispositivos e estratégias para transformar de um modo positivo e qualificado o território do Vale do Ave. Este território é hoje palco para um cenário estranho, onde o desemprego e os grandes conjuntos industriais abandonados são acompanhados por uma rede de infra-estruturas em conflito com a construção extensiva e onde os espaços verdes estão cada vez mais atrofiados.

As propostas vão estar em exposição no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, a partir do dia 3 de Abril e podem desde já ser vislumbradas na página www.arquitecturalc.org. Com a abertura da exposição as propostas serão publicadas em livro. Porque o eventoArquitectura em Lugares Comuns se quer constituir como um fórum aberto de debate sobre as problemáticas que envolvem a intervenção no território urbano contemporâneo, a par com a abertura da exposição e o lançamento do livro vai decorrer um importante Seminário sob o lema aproximações.

Nos dias 3 e 4 de Abril, no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor, vão-se reunir arquitectos, urbanistas, políticos, artistas e outras pessoas que têm produzido reflexão e actuado directamente na transformação destes territórios. O público é convidado a participar neste seminário e num debate que se quer amplo, para que se consigam extrair noções e formas inovadoras de projectar e qualificar positivamente as áreas urbanas extensivas onde habita mais população do que na cidade convencional. 

Já podem ser feitas inscrições e o programa detalhado pode ser consultado na página www.arquitecturalc.org

 

A minha casa em Montemor
Opúsculo de Miguel Figueira

15 de Janeiro de 2008



Tem sido muito debatida a distinção entre a obra pensada pelo arquitecto e o uso que dela se faz. Esta dicotomia ganha um relevo particular quando se tratam os programas da habitação. Quando o arquitecto faz uma casa para a sua família essa ambiguidade, pensa-se muitas vezes, é extremada. 
No caso desta casa em Montemor-o-Velho, a obra foi o próprio pensamento do projecto. Ou seja, a casa foi-se fazendo, ao longo dos anos e da medida das disponibilidades, com um tempo que deixou espaço a requintes de malvadez que só se conseguem atingir quando é o próprio arquitecto a construir (com as mãos na massa, entenda-se).
E ninguém melhor que um espectador directo, o habitante, que teve a oportunidade de crescer na companhia da casa, para fazer a crítica à obra. Este opúsculo é construído pelas imagens produzidas pelo arquitecto, por uma análise da Maria e por um desenho da Marta.

Desenho de Marta Figueira

 
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