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Dafne Editora
Livros de arquitectura

Rua do Breiner, 201
4050–126 Porto
tel/fax +351 22 200 55 79
dafne@dafne.pt



www.dafne.pt
Design:
André Macedo
Manuel Granja
Programação:
Ricardo Freitas
Dafne é uma editora de vão de escada, como alguém disse dos arquitectos do Porto. Vai ensaiar a publicação de livros de arquitectura, agora que já são mais de mil os potenciais leitores interessados nesta temática sob a forma de escrita reflexiva.



Sebentas de História de Arquitectura Moderna

A primeira colecção chama-se Sebentas de História de Arquitectura Moderna. É constituida por pequenos livros, monografias que traduzem a passagem a escrito do conteúdo das aulas do curso de História da Arquitectura Moderna da FAUP versando temas do ciclo clássico da arquitectura europeia, desde o renascimento florentino até ao final do período neo-clássico. São concebidos com simplicidade e economia mas querem-se rijos e resistentes para que possam ser manuseados intensivamente pelos estudantes sem que a história da arquitectura tratada se desfaça nas suas próprias mãos. Os títulos da colecção não são numerados de modo seguido à medida que aparecem editados, nem a ordem das publicações é previsível, porque o número de cada volume indica apenas a sua colocação na construção cronológica do tema. Suspeita-se mesmo que nem todos possam vir à estampa, porque o plano de publicação é de dois a três títulos por ano, concluindo-se o programa dentro de dez anos. Teoricamente o plano desta colecção inclui 23 monografias, cada uma sob o título de um artista-arquitecto que explicita a sequência programática da disciplina tratada. O autor, Domingos Tavares, é professor catedrático da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto regendo desde 1985 (entre outras) a disciplina objecto destas matérias.

Equações de Arquitectura

Esta colecção também se poderia chamar Fontes ou Raízes, como se a terra ou os elementos naturais fossem usados para caracterizar a forma de alimentar a disciplina. A tentação inevitável de pensar uma coisa por oposição a outra, abre caminho às dicotomias irresolúveis entre arte e ciência, economia e sociedade, cultura ou tecnocracia.
Encontram-se fundamentos da Arquitectura nos contextos mais diversos, alguns insuspeitos, outros suspeitos. Com o objectivo de instigar a disciplina, os livros da colecção Equações de Arquitectura publicam obras, reflexões e ensaios de universos paralelos, eventualmente capazes de catalisar hipóteses irresolúveis.
Das Artes à Matemática, da Engenharia à Música, da Literatura à Química, todas as razões são possíveis para equacionar a Arquitectura, inevitavelmente concebida e habitada no domínio das ideias.
Nesta colecção, de 7 a 77, os números vão aparecendo aleatoriamente, como se a sorte fosse uma razão possível para averiguar a verdade de uma equação rigorosa.

Opúsculos

Opúsculos é uma colecção de pequenas obras de autores portugueses onde se dão a conhecer diferentes perspectivas contemporâneas sobre a Arquitectura, a sua prática e teorias e o que se pensa e debate em Portugal. A linha editorial não corresponde a nenhum "tema" e não oferece nenhum "estímulo" para fazer convergir os diferentes autores num programa comum. A cada autor pede-se apenas um "Opúsculo" que constituirá um número.
Esse texto pode ser um ensaio nunca publicado, um texto que sempre se teve a ambição de escrever e nunca se levou a cabo por falta de oportunidade, uma ideia que expressa noutra circunstância de um modo condicionado. Pode inclusivamente decorrer de outro formato mais desenhado, colorido ou exótico. Será que ao percorrer de forma desordenada diferentes sensibilidades e posturas vão emergir valores comuns? Ou será que, pelo contrário, vai ser impossível coordenar e encontrar linhas de coerência entre diferentes autores? Esta colecção em aberto poderá permitir aferir algumas destas dúvidas.
A expectativa é, após o 24º Opúsculo, reunir o conjunto em livro. Cada novo Opúsculo é anunciado por correio electrónico e estará disponível apenas em "pdf" na página www.dafne.pt, para além de 50 exemplares impressos e numerados para distribuir em bibliotecas.
Espera-se conseguir manter uma periodicidade irregular.


Michelangelo: Alma Perdida

Dafne, filha da terra, ninfa bela e perseguida, amante da vida livre e campestre encontrou descanso sob a forma de um loureiro quando passou a coroar os Deuses. Sinal de amores e liberdades entre o romance e o mito para gregos e latinos. Na linha de Dédalo e de outras figuras mitológicas do espaço mediterrânico, simboliza o aproveitamento das qualidades e virtudes dos homens para a construção de um mundo mais belo, capaz de se confundir com o espaço dos Deuses.